Na estante: Divergente

fevereiro 08, 2018
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Na Chicago distópica de Beatrice Prior, a sociedade está dividida em cinco fações, cada uma delas destinada a cultivar uma virtude específica: Cândidos (a sinceridade), Abnegados (o altruísmo), Intrépidos (a coragem), Cordiais (a amizade) e Eruditos (a inteligência). Numa cerimónia anual, todos os jovens de 16 anos devem decidir a fação a que irão pertencer para o resto das suas vidas. Para Beatrice, a escolha é entre ficar com a sua família... e ser quem realmente é. A sua decisão irá surpreender todos, inclusive a própria jovem. Durante o competitivo processo de iniciação que se segue, Beatrice decide mudar o nome para Tris e procura descobrir quem são os seus verdadeiros amigos, ao mesmo tempo que se enamora por um rapaz misterioso, que umas vezes a fascina e outras a enfurece. No entanto, Tris também tem um segredo, que nunca contou a ninguém porque poderia colocar a sua vida em perigo. Quando descobre um conflito que ameaça devastar a aparentemente perfeita sociedade em que vive, percebe que o seu segredo pode ser a chave para salvar aqueles que ama... ou acabar por destruí-la.

Atrasei a minha leitura da trilogia de Veronica Roth. O motivo que encontro é o de não ter estado preparada na altura para um bestseller internacional desta dimensão. O meu pai ofereceu-me a trilogia de Veronica Roth nos meus anos, antes da estreia nos cinemas (já foi há uns bons anos, portanto), e só agora tive a coragem de abrir o livro novamente e não consegui parar. Já leram algum livro que não tenham compreendido e o deixassem de lado, para depois, um dia mais tarde, o poderem ler de uma forma diferente, certo? Foi o que me aconteceu. Eu já vi o filme Divergente, embora não me lembre - e ainda bem! - e já tinha lido os primeiros capítulos do livro. Tinha uma vaga ideia da história, mas surpreendi-me. 

A história relata o realce das virtudes, divididas por fações, onde cada jovem aos 16 anos terá a oportunidade de escolher a fação que quer seguir, com base num teste de uma simulação que lhe darão os resultados - ou não. A personagem principal é diferente, não consegue pensar do mesmo modo, para além de que o teste da simulação se demonstra inconclusivo. Não vos vou contar muito mais para não estragar as surpresas que o livro esconde. O enredo desenlaça-se em aventura, romance, ação e segredos por descobrir. Vejo o desenvolvimento da história mais tendo a ver com a forma de controlarmos a nossa mente, e o que a nossa mente pode controlar - mas isto é a minha forma de ver e de me identificar com as páginas que folheei num par de semanas. 


 PS. Caso tenham necessidade em dormir, cuidado. Este livro relata a história de uma viagem enérgica e de um amor que não nos queremos desapegar. Passei noites até tarde só porque queria ler mais um capítulo e, ainda assim, depois de ter a (pouca) força de vontade de fechar o livro e o pôr na mesa de cabeceira, ficava horas a pensar no desenrolar das páginas que ainda estavam por ler. Caso sintam que carecem de uma leitura que vos envolva e vos intrigue até à última: Divergente de Veronica Roth.  





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