Direitos de autor

segunda-feira, 9 de abril de 2018

* Writing meditations * ............................................................ After a very deep sensible skype conversations with my mama ( who lives in Bosnia ), she brought something up that caught my attention. She said that i spoke my first word well after i was three years old. That made me think how i always loved writing and reading and valued and preferred silence over speaking.  For fifteen years now i've been observing my thoughts and writing my dreams - just because i love ...

Vou-vos contar um pouco do início de tudo isto: 
aqui há coisa de uns anos (talvez uns 8), eu escrevia, escrevia muito. Tinha cadernos que enchia em poucas semanas e, com o aparecimento do Facebook na altura, comecei a partilhar por lá as vagas ideias que escrevia no computador. 

Foi mais ou menos aí que descobri que as minhas palavras são mais valiosas para mim do que pensava, já havia gente a copiar os textos para colocar na cronologia e descrições, obviamente sem a referência ao autor. Isso magoou-me. Por mais que chamasse à atenção, ia tudo dar ao mesmo. Foi nessa altura que parei. Parei de querer escrever se não fosse para partilhar. Parei de partilhar se fosse para ver os outros receberem os louros do meu trabalho. 

Foi esse o processo de desenvolvimento de um espaço como este. Eu, que falo tanto comigo própria, e que coleciono palavras dentro de mim, tenho que as deixar transbordar para algum lado. Com toda a certeza, quero muito que todas as palavras escritas cheguem a fazer alguma mudança. A única coisa a que chamo a atenção, é o de terem o cuidado de referenciar as palavras que vos inspiram. Desde cedo que comecei a tomar essa iniciativa, qualquer pequena inspiração escrita que queira partilhar, coloco o nome do devido autor. E outra que vos digo, e que me aconteceu há pouco tempo, não deixem, NUNCA, que vos mudem as palavras. Queriam repostar um dos meus últimos artigos por terem achado interessante, contudo, antes da publicação, fui informada de que foi feito "um leve twist" no texto, trocaram as palavras caras por linguagem técnica e as minhas queridas metáforas por palavras banais. Ora se o acham interessante é precisamente pela organização das palavras que o compõe. Toda a essência do meu texto tinha sido corrompida. E não, eu não deixei que tal coisa fosse publicada. 




São as palavras que nos caracterizam, e com elas nos expressamos. É um traço muito próprio de cada um. A nossa essência está em grande dose naquilo que escrevemos. Referenciem os direitos de autor e preservem a essência do texto, pois nenhum de nós gosta de ver o nosso pensamento por aí exposto sem o nosso nome, ou com palavras substituídas. 

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  1. Olaaaaaaa!
    Sem dúvida que é triste quando se apropriam do que é nosso. Parece uma obrigação para eles de tão banal que o é. E ainda mudarem palavras para proveito próprio.
    Isso não acontece só nos textos,infelizmente...
    Amei a forma como escrevesse!
    Beijokitaz



    Www.devaneiosdemissl.com

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  2. Eu já escrevi muito e hoje em dia escrevo bem mais e se há coisa que sempre odiei, foi precisamente isto: usarem e não darem os devidos direitos. Eu estive numa longa jornada no Wattpad (uma aplicação onde podemos ler e escrever livros) e quando um dos meus começou a ficar famoso comecei a ver vários plágios. É claro que, quem seguia a minha escrita identificava-me e lá passava umas quantas horas a denunciar a pessoa, pois ela, indignada, recusava-se a retirar a publicação do plágio. São situações muito desagradáveis, mas fazem parte. Beijinhos :D

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    Respostas
    1. Pena mesmo que "fazem parte". Os que plagiam de certo que não iriam gostar de serem plagiados. Mas o mundo ainda não se coloca na pele do outro antes de agir. Um beijo!

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