Fashion Revolution Week

sexta-feira, 27 de abril de 2018

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Fez no passado dia 24 de Abril 5 anos do colapso de Rana Plaza, em Bangladesh, onde abrigava 5 fábricas têxteis (de grandes marcas) e onde morreram milhares de pessoas.

Com isto, surgiram entidades que pretendem responder a questões nas quais não fazemos ideia acerca do mundo "lá fora", muito além da nossa realidade, ou que, simplesmente ignoramos. A Fashion Revolution Week é uma entidade que pretende trazer uma maior transparência e consciência em relação às marcas que consumimos muitas das vezes (e cada vez mais). Onde são feitas as peças de roupa? Quem as fez? E a condição de trabalho dessas pessoas? Quanto é que ganham? 

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É importante termos a consciência daquilo que consumimos no dia-a-dia, e como isso é impactante para com o resto do mundo. Já que, hoje em dia já se tornou tendência preocupar-nos com o vegetarianismo e com os produtos de cosmética cruelty free (e ainda bem), já que estamos todos de mão dada prontos a proteger o ambiente: sabiam que a indústria têxtil é das que mais polui o mundo? 

Segundo a BBC, o maior dano causado pela indústria da moda é a tendência da "Fast Fashion". Onde de repente uns jeans passam a ser um "must have" para que sejamos aceites na sociedade - caso não queiramos ser olhados de lado - e que daqui a menos de um ano, já não se usa - e onde caímos na controvérsia: caso ainda o usemos, seremos olhados de lado - isto faz algum sentido? Para além do consumo aumentar os problemas ambientais, estão também em jogo vidas humanas com miseras condições de trabalho. 
E amigos dos animais: isto também se trata de os proteger - uma vez que, para a confeção de certas peças de roupa é necessária a destruição de vários habitats:

exemplo 1: calças ou malhas de poliéster em que a fibra sintética mais usada na indústria têxtil em todo o mundo requer 70 milhões de barris de petróleo todos os anos e demora mais de 200 anos para se decompor.

exemplo 2: A viscose, outra fibra artificial, mas feita de celulose, exige que sejam derrubadas cerca de 70 milhões de árvores todos os anos.

exemplo 3: uma simples camisa de algodão orgânico necessita de mais de 2.700 litros de água para ser confeccionada.


Ainda acham que temos que fechar os olhos cada vez que entramos num centro comercial e vamos comprar os must have de modo a sermos alguém aos olhos dos outros? 


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As influências digitais devem ter isto em conta, uma vez que muitas delas são referentes a moda e tendência. Existem outras maneiras de nos fazermos expressar pelo que vestimos, e que fazem muito mais sentido: 

Vamos ser menos consumistas? Quantas vezes entraram nas lojas e compraram uma blusa que nem por sombras usariam há uns meses atrás, mas porque agora todos a usam, é necessário ter no guarda-roupa?

Reflitam: Precisamos mesmo de tanta roupa? A roupa define quem somos? Até que ponto vale a pena comprar uma peça para jogá-la fora meses depois? 


Já que têm tantas peças no guarda roupa: reinventem. Podem transformar um velho vestido numa saia, umas jeans nuns calções - e isso sim, afirma a vossa identidade através da roupa.

Reciclem: para além do exemplo descrito acima, há sempre a hipótese de comprarem em segunda mão, de trocarem de roupa com as amigas, e assim prolongam a vida dos produtos. 

Procurem marcas de sustentabilidade social e ambiental. 


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Se quiserem fazer parte desta revolução, conheçam a Fashion Revolution Portugal.

Conheçam o programa em Lisboa e no Porto que acontece já este fim de semana!





Usa a hashtag #WhoMadeMyClothes. A semana da revolução da moda — Fashion Revolution Week  — quer  mostrar que uma etiqueta é muito mais que um preço ou um código de barras. O movimento global, organizado por consumidores de 93 países, desafia marcas nacionais e internacionais a mostrar quem confecciona as suas roupas. 

Como? Tira uma fotografia à etiqueta interior de uma peça de roupa, partilha-a no Twitter ou Instagram com a hashtag e aguarda por uma resposta da marca a mostrar quem fez a tua peça. Tudo com o objetivo de sensibilizar criadores, marcas, consumidores e artesãos a contribuir para uma indústria têxtil transparente, que tanto protege economias locais como a dignidade dos seus trabalhadores. 

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